quarta-feira, 20 de abril de 2016

Diretor da Acadepol anuncia concurso para investigador da Polícia Civil RJ


Eis uma excelente oportunidade no serviço público estadual. A Polícia Civil do Rio de Janeiro já faz um levantamento de vagas para abrir concurso para investigador policial, cargo que exige o nível médio e tem remuneração de R$4.454,93, somando vencimento de R$4.190,93 e auxílio-alimentação de R$264. Quem revelou foi o novo diretor da Academia de Polícia Sylvio Terra (Acadepol), delegado Georges Toth Junior, que tomou posse no mês passado. Toth também orientou os interessados a iniciarem os estudos imediatamente. “A Chefia da Polícia Civil já se manifestou para que seja realizado um estudo para lançar o edital para o concurso de investigador policial. Hoje, a corporação já está vendo a atual necessidade para saber o número de vagas que será pedido ao governo. Há forte interesse da Polícia Civil de fazer esse concurso, que será para o nível médio”, disse em entrevista exclusiva à FOLHA DIRIGIDA na última quarta-feira, dia 13.
Após esse levantamento e definição das vagas necessárias, a corporação encaminhará o pedido de concurso ao governo. Questionado sobre previsões disso acontecer e de o edital ser publicado, Georges Toth Junior disse que ainda não tem como precisar datas. O diretor acredita que o concurso será aberto após o governo sanar a atual crise econômica. No entanto, a recomendação de Georges Toth é para que os candidatos iniciem logo a preparação. “Estudem. A dica doToth é que, se achamos que a situação financeira do estado está ruim, e não haverá concurso agora, é o momento de se preparar, porque quando as seleções voltarem a acontecer, todas as previstas sairão, inclusive essa de investigador. Quem começar a se preparar, sem dúvidas, sairá na frente nessa seleção, que promete ser bastante concorrida. É na crise que vem a oportunidade. E a chance agora é ir se preparando”, aconselhou.
Como a Polícia Civil ainda estuda quantas vagas oferecerá, o diretor da Acadepol não soube precisar como os candidatos serão avaliados. Ele adiantou, porém, que o programa da última seleção de investigador, realizada em 2005, será refeito, já que tem mais de dez anos. À época, os candidatos às 600 vagas de investigador foram avaliados por meio de 100 questões objetivas, sendo 30 de Língua Portuguesa, 50 de Conhecimentos Específicos (Direito Constitucional, Direito Administrativo, Conhecimentos de Direito Penal e Conhecimentos de Direito Processual Penal) e 20 de Informática. Foi aprovado quem conseguiu acertar, pelo menos, 50 questões da avaliação.
As matérias são as mesmas que sempre são cobradas nos concursos da Polícia Civil, independentemente do cargo. Por isso, FOLHA DIRIGIDA publica nesta página o programa do concurso de papiloscopista, o último da corporação, realizado em 2014. Além da prova objetiva, os candidatos passaram por avaliação de capacidade física e exames psicotécnico e médico. Essa estrutura deverá ser mantida.
Déficit – A Polícia Civil possui hoje carência de 2.545 investigadores, já que, de um quantitativo fixado em 3.500 (Leis nº 3.586 de 2001 e 6.166 de 2012), há apenas 955. Com isso, a expectativa é de que o concurso ofereça uma ampla oferta de vagas. O delegado Georges Toth afirmou que os concursos periódicos da Civil têm ajudado na reposição desse quadro de pessoal. “Hoje temos uma carência de mais de 10 mil servidores e muitas aposentadorias têm acontecido. No entanto, nos últimos anos a política de concursos periódicos ajudou na renovação dos quadros. Queremos manter isso e esse também é o desejo da Chefia da Civil.”
Vale destacar que, por diversas vezes, o governador Luiz Fernando Pezão destacou que a área de Segurança é prioridade do governo. Por isso, tudo leva a crer, como disse o diretor da Acadepol, que o concurso será aberto assim que o estado sanar seus problemas econômicos. A corporação contrata pelo regime estatutário, que garante a estabilidade. Os selecionados passam também por um curso de formação, cuja a bolsa-auxílio atual é de R$1 mil.
Para especialista, programa de papiloscopista é referência de estudo
Com o anúncio de que a Polícia Civil-RJ programa abertura de concurso para investigador, a ordem é iniciar os estudos o quanto antes, de forma a estar muito bem preparado para quando o edital for divulgado. No entanto, qual caminho seguir, já que a última seleção realizada para a carreira foi feita em 2005 e o conteúdo programático está defasado? Para orientar a preparação dos futuros candidatos, FOLHA DIRIGIDA entrevistou Ricardo Pietro, que é especialista na área e atua com concursos há mais de 35 anos. Segundo ele, a melhor opção para os futuros candidatos é adotar como referência de estudo o programa do último concurso para papiloscopista da Polícia Civil-RJ, realizado em 2014.
“Esse foi o último concurso realizado pela corporação. Logo, o conteúdo programático está bem atualizado. Além disso, todas as matérias cobradas para papiloscopista também constavam do último edital de investigador. A única diferença é a inclusão de Leis Penais Especiais, que faz parte do conteúdo de Direito Penal”, disse. Na visão do especialista, o fato de o cargo de papiloscopista ser de nível superior e o de investigador de nível médio não influencia em nada na preparação dos candidatos. “Certamente o nível de cobrança do próximo concurso para investigador será muito maior do que foi em 2005, não há a menor dúvida disso. Concursos para cargos de nível médio estão tendo programas cada vez mais amplos. Por isso, acredito que o conteúdo de papiloscopista vai ser a referência da Polícia Civil na hora de elaborar o programa de investigador.”
Ricardo Pietro acredita também que a estrutura da prova objetiva deverá ser igual à do concurso para papiloscopista. “Acredito que deverão ser cobradas também 100 questões, sendo 30 de Português, 20 de Informática e 50 de Conhecimentos Específicos, que abrangem as disciplinas de Direito”, apostou. O especialista sugere que os interessados iniciem a preparação o quanto antes. “Como o concurso está sendo anunciado com bastante antecedência, os candidatos terão um bom tempo para fazer uma preparação adequada. Ou seja, ninguém será pego de surpresa. Sugiro que procurem um curso especializado e tracem um rotina diária de estudos também em casa. Realizar provas anteriores da Polícia Civil-RJ, em especial as mais recentes, como papiloscopista, oficial de cartório e perito criminal, é algo fundamental durante a preparação. Faça também provas da área de Segurança de outros estados e até mesmo da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal”, recomendou.
Para finalizar, Ricardo Pietro chama a atenção para a necessidade de os futuros candidatos também se prepararem fisicamente. “Concursos para a Polícia Civil-RJ contam com teste de capacidade física. Inclusive, essa é uma etapa que elimina muitas pessoas. Por isso, além de se preparar intelectualmente, é muito importante que o concorrente comece logo a se preparar fisicamente. Sugiro que os candidatos peguem o edital de papiloscopista, verifiquem os exercícios e os índices exigidos e iniciem os treinos desde já.”
Maiores informações sobre as disciplinas a serem estudadas para este concurso, o leitor poderá clicar aqui.

Fonte: Folha Dirigida

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